Príncipe herdeiro saudita é suspeito no assassinato de Khashoggi, afirma ONU

5 anos ago

 ‘Mohammed bin Salman tem sangue em suas mãos’, declara oficial da ONU

Agnes Callamard, relatora especial da ONU sobre execuções sumárias ou arbitrárias, voltou a declarar que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammed bin Salman é o principal suspeito no caso do assassinato de Jamal Khashoggi, jornalista do The Washington Post, realizado em Istambul, Turquia, em outubro de 2018.

As informações são da agência Anadolu.

Em entrevista à agência Anadolu, Callamard afirmou não possuir ainda evidências contra Mohammed bin Salman; contudo, reiterou tratar-se do principal suspeito.

Veja, penso que ele é o principal suspeito em termos de quem ordenou ou incitou o assassinato. Ele está envolvido. Pessoalmente, não tenho ainda evidências para incriminá-lo ou indicá-lo como mandante do crime.

Callamard, que também é notória advogada de direitos humanos, voltou a destacar que evidências circunstanciais sugerem que um crime desta natureza jamais poderia ser executado sem a contribuição do governante de fato da Arábia Saudita.

“Acredito que, conforme dados fornecidos há mais de um ano, a CIA [Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos] possua essas informações,”

prosseguiu Callamard.

A oficial da ONU observou que o julgamento sobre o caso na Turquia é realizado “`a revelia” , pois a Arábia Saudita não permitirá que os réus enfrentem um tribunal turco. “Entretanto, é algo importante. Quero deixar observado que os réus estão representados, pois foram designados advogados públicos”, enfatizou.

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Em 3 de julho, uma corte na Turquia deu início ao julgamento do caso, ao listar vinte cidadãos sauditas acusados do assassinato de Khashoggi.

O jornalista saudita, radicado nos Estados Unidos, foi executado e desmembrado por oficiais do estado após entrar no consulado saudita, em Istambul. Seu corpo jamais foi encontrado.

MBS e a verdade sobre Khashoggi [Sabaaneh/Monitor do Oriente Médio]

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