Autoridades em Rabat, capital do Marrocos, recusaram-se a autorizar protestos contra a normalização com Israel, agendados para terça-feira (15), em frente ao parlamento, segundo fontes locais.
Seis associações marroquinas emitiram uma nota conjunta condenando a decisão, ao descrevê-la como “medida perigosa”.
O comunicado denuncia que “os regimes oficiais árabes, africanos e do Magreb concederam um serviço gratuito à entidade sionista, em um momento no qual impor sanções internacionais e isolar Israel mostra-se necessário”.
São os signatários: a Rede Democrática de Solidariedade ao Povo; a Coalizão Marroquina para Direitos Humanos; a Associação Marroquina por Apoio às Causas Nacionais; o movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS); a Campanha Marroquina por Boicote Acadêmico e Cultural a Israel (MACBI); e o Comitê de Solidariedade com o Povo Palestino em al-Bayda.
Na última quinta-feira (10), o Rei do Marrocos Mohammed VI anunciou a assinatura de um “acordo de paz” entre Rabat e a ocupação israelense, para dar início a relações diplomáticas bilaterais “assim que possível”.
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O monarca marroquino enfatizou que a medida “não afeta de modo algum o compromisso permanente do Marrocos em defesa da justa causa palestina e seu engajamento ativo para estabelecer uma paz justa e duradoura no Oriente Médio”.
Marrocos e Israel deram início a um relacionamento de bastidores em 1993, após assinatura dos Acordos de Oslo. Entretanto, em 2000, Rabat suspendeu laços com a ocupação israelense, em resposta à Segunda Intifada.