O ministro Michel Najjar informou hoje que assinou um documento expandindo as reivindicações do Líbano em uma disputa com Israel sobre sua fronteira marítima que impediu a exploração de hidrocarbonetos na área potencialmente rica em gás, informou a Reuters.
A emenda acrescentaria cerca de 1.400 quilômetros quadrados à zona econômica exclusiva reivindicada pelo Líbano em sua apresentação original às Nações Unidas.
As negociações entre os antigos inimigos Líbano e Israel foram iniciadas em outubro para tentar resolver a disputa. As negociações, o culminar de três anos de diplomacia dos Estados Unidos, estão paralisadas.
O documento assinado pelo ministro interino das Obras Públicas e Transportes precisa agora ser assinado pelo primeiro-ministro interino, ministro da Defesa e presidente antes de um pedido às Nações Unidas para uma reivindicação formal de registro das novas coordenadas para a zona marítima.
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“Espero que seja assinado porque todos, o ministro da Defesa, o primeiro-ministro e o presidente, estão preocupados com isso”, disse o ministro Michel Najjar em entrevista coletiva.
Israel já bombeia gás de enormes campos offshore, mas o Líbano ainda não encontrou reservas comerciais de gás em suas próprias águas.
O ministro de Energia israelense, Yuval Steinitz, disse que o último movimento do Líbano atrapalharia as negociações, em vez de ajudar a trabalhar em direção a uma solução comum.
“As medidas libanesas unilaterais serão, é claro, respondidas com medidas paralelas por Israel”, disse ele em um comunicado.
O Líbano, no meio de um colapso financeiro profundo que ameaça sua estabilidade, está desesperado por dinheiro enquanto enfrenta a pior crise econômica desde a guerra civil de 1975-1990.
“Não abriremos mão de nenhum centímetro de nossa terra natal, nem de uma gota de suas águas, nem de sua dignidade”, disse Najjar.