Mediadores egípcios não foram capazes de aproximar representantes de Israel e Hamas durante as negociações indiretas sobre uma eventual troca de prisioneiros, confirmaram nesta quarta-feira (6) fontes israelenses.
Segundo o jornal em hebraico Maariv, uma fonte ligada às conversas afirmou que ambos os lados não chegaram a qualquer avanço.
De acordo com a emissora Al-Arabiya, sediada em Dubai, a delegação israelense rechaçou a demanda do Hamas de libertar ao menos mil presos palestinos, em troca de quatro israelenses mantidos como prisioneiros de guerra pela resistência em Gaza.
Os quatro israelenses — dois dos quais, soldados: Hadar Goldin e Oron Shaul — foram capturados ao longo dos 51 dias de guerra contra o território costeiro, em 2014. Na ocasião, mais de 2.260 palestinos foram mortos e 11 mil ficaram feridos.
No domingo (3), líderes do Hamas em Gaza e na diáspora chegaram ao Cairo para reunir-se com o chefe da inteligência egípcia Abbas Kamel e outros oficiais, para debater a troca de prisioneiros e formas de atenuar o cerco israelense mantido há 15 anos.
Segundo a rede de notícias YnetNews, outra fonte observou que o convite do Hamas ao Cairo possivelmente pretendia pressionar o movimento a comprometer-se com a troca, após a ocupação informar o regime egípcio de que não cederia às demandas.
O Maariv reiterou que não há qualquer avanço sobre as questões discutidas no Egito, embora mediadores “exerçam esforços para consolidar o cessar-fogo em Gaza”.
O presidente egípcio Abdel Fattah el-Sisi alega trabalhar para mitigar o cerco e aumentar o fluxo de bens com destino a Gaza, via travessia de Rafah. Seu governo crê que tais avanços possam fortalecer sua influência regional e internacional junto dos Estados Unidos.
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