Na sequência da onda de revoltas populares em outros países árabes, durante a Primavera Árabe, o regime sírio não aceitou os pedidos de sua população por democracia, respondendo às manifestações pacíficas de forma truculenta.
A grande revolução popular logo se tornou um conflito armado diante da repressão do governo sírio. Após o regime ordenar ataques militares a áreas civis, o resultado foi a fragmentação do exército com um grupo de oficiais que haviam desertado anunciando a criação do Exército Sírio Livre (FSA), com o objetivo de retirar o Presidente Assad do poder. Como os contínuos ataques das forças governamentais aos manifestantes, o Exército Livre cresceu em número e passou a atacar bases do exército e quartéis-generais de inteligência. Os combates entre o exército do regime e o Livre se tornaram disseminados levando a uma guerra civil, na qual Bashar Al-Assad conseguiu o apoio da Rússia, Irã e Turquia.
O conflito na Síria destruiu o país, obrigando mais de cinco milhões de pessoas a fugirem, levando a uma crise de refugiados na Europa. Na ONU, a comunidade internacional tenta chegar a uma solução que possibilite o retorno dos refugiados, mas, ao que tudo indica, será um longo processo até que isso aconteça.