O Sindicato de Médicos do Egito acusou o chefe da delegacia de polícia de Gamasa, na província de Dakahlia, de torturar um médico até a morte enquanto ele estava em prisão preventiva.
https://twitter.com/MadaMasr/status/1642191727149580289?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1642191727149580289%7Ctwgr%5E04f5fdca9ecea966ea2e997b30dd2e52a7f574a1%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.middleeastmonitor.com%2F20230403-egypt-union-police-tortured-doctor-to-death-in-custody%2F
Rajaj Wafai morreu em circunstâncias suspeitas em 6 de março, após ser detido por cometer um suposto erro em serviço, que resultou na morte de um paciente.
Em postagem no Facebook, a entidade da categoria reivindicou uma investigação sobre o caso e os policiais envolvidos. Mais tarde, no entanto, deletou a mensagem.
Ahmed Hussein, membro do sindicato, que renunciou ao cargo devido ao incidente, disse que a denúncia foi deletada sob pressão dos serviços de segurança. Segundo Hussein, policiais ligaram para seu telefone pessoal para coagi-lo a apagar a postagem. Hussein recusou.
Segundo a esposa de Rajaj, policiais impediram seu marido, em custódia, de usar o banheiro e lhe rasparam a cabeça. Rajaj tinha pressão alta e diabetes; suas condições foram agravadas por tortura física e psicológica na prisão.
LEIA: Prisioneiro político al-Morsi é morto sob tortura no Egito
Rajaj foi eventualmente transferido a uma unidade de terapia intensiva (UTI), mas faleceu antes de chegar ao hospital.
Autoridades egípcias têm histórico de tortura e negligência médica contra seus prisioneiros.
Em setembro de 2020, o notório psiquiatra Amr Abu Khalil contraiu covid-19 na prisão e morreu de ataque cardíaco após carcereiros negarem a entrada de medicamentos.
Em 2020, a Anistia Internacional pediu ao regime militar do Egito que encerrasse sua campanha de assédio e intimidação contra profissionais de saúde, então visados por criticar a forma como o governo decidiu lidar com o coronavírus.
Médicos e outros profissionais de saúde foram ameaçados, assediados e detidos sob acusações espúrias de “difundir notícias falsas” e “terrorismo”.