Um advogado do Centro de Crise do Racismo apresentou um pedido de indenização à companhia aérea israelense Arkia em nome de duas mulheres palestinas que dizem ter sofrido humilhação e racismo ao voltarem de Istambul para Tel Aviv.
A advogada israelense do Centro de Crise do Racismo, Noa Fryes, disse que as mulheres chegaram ao aeroporto de Istambul em 13 de abril para retornar a Tel Aviv, mas foram paradas pela segurança israelense e questionadas sobre suas vidas pessoais. Mais tarde, depois que a segurança israelense descobriu que as duas mulheres, que usavam hijab, moraram em Gaza por um período, suas malas foram marcadas com um adesivo. Elas foram convidadas a se dirigir ao portão de embarque, evitando a fila de passageiros que esperavam, e entregar todos os seus pertences à segurança, incluindo suas bolsas. As mulheres se opuseram, explicando que carregavam remédios porque uma delas havia passado por um tratamento contra o câncer.
Quando chegaram ao portão, foram informadas de que o voo estava atrasado por mais de quatro horas, e posteriormente foram submetidas a outra verificação de segurança. Pediram-lhes tirassem os hijabs e até mesmo os laços de cabelo e, quando se recusaram a tirar as roupas, o segurança israelense realizou uma revista humilhante em seus corpos, o que levou uma das mulheres a desmaiar e chorar.
Durante o processo, elas foram informadas de que seu avião estava atrasado mais uma vez para continuar a busca, o que levou os passageiros a insultá-las quando o avião decolou. Durante o voo, elas descobriram que o segurança havia removido o conteúdo de suas malas de mão, incluindo a medicação de que uma deles precisava.
As duas agora estão processando a companhia aérea e exigindo mais de US$ 45.000 como resultado da humilhação e racismo que sofreram.
A advogada enfatizou que este não foi um incidente isolado, observando que os cidadãos palestinos de Israel relatam regularmente políticas de investigação de perfis no Aeroporto Ben Gurion de Tel Aviv e em outros aeroportos quando retornam ao país nas companhias aéreas israelenses. Isso, ela acrescentou, é resultado de discriminação racial, que é ilegal.
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