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‘Inaceitáveis’, diz Europa sobre ataques de Israel à missão de paz da ONU

11 de outubro de 2024, às 15h59

Josep Borrell, chefe de política externa da União Europeia, em Bruxelas, na Bélgica, em 27 de maio de 2024 [Dursun Aydemir/Agência Anadolu]

Josep Borrell, alto-representante da União Europeia para Relações Internacionais, alertou nesta quinta-feira (10) que os recentes ataques do exército israelense à Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), no sul do país, são “inaceitáveis e injustificados”.

Em postagem na rede social X (Twitter), declarou Borrell: “Outro limite foi perigosamente atravessado, no Líbano: o exército israelense atacando tropas de paz das Nações Unidas cujas posições são bem conhecidas”.

Para Borrell, “não há qualquer justificativa para essas ações”.

O chefe de diplomacia da Europa reiterou o apoio de seu bloco à Unifil e ao seu mandato, deferido pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Na manhã de quinta, a Unifil emitiu um comunicado em que denunciou Israel por ataques sucessivos a sua sede em Naqoura, no sul do Líbano, e outras posições próximas.

Borrell insistiu também que Israel tem obrigação de garantir a segurança de funcionários, agentes e instalações da ONU, e deve respeitar “a santidade de suas premissas”.

“Qualquer ataque deliberado às missões de paz equivale a uma gravíssima violação da lei humanitária internacional e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança”, reafirmou a missão de paz, ao recordar os termos de cessar-fogo no Líbano de 2006.

Desde 23 de setembro, Israel intensificou os ataques ao Líbano, incluindo bombardeios a Beirute e aldeias e cidades e uma invasão por terra — até então frustrada pelo movimento Hezbollah. A escalada no Líbano sucede um ano de genocídio em Gaza.

As ações de Israel seguem em desacato de resoluções da ONU e medidas cautelares do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), com sede em Haia — onde é réu por genocídio sob denúncia sul-africana deferida em janeiro.

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