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Hospitais de Gaza perderam 40% dos pacientes renais, confirma diretor de al-Shifa

17 de fevereiro de 2025, às 14h09

Departamento de diálise do Hospital al-Shifa, após ataques de Israel, na Cidade de Gaza, em 1º de junho de 2024 [Dawoud Abo Alkas/Agência Anadolu]

Os hospitais da Faixa de Gaza sitiada perderam cerca de 40% de seus pacientes renais devido à escassez de insumos médicos resultante das ações de Israel, informou neste domingo (16) o dr. Mohamed Abu Salmiya, director do Hospital al-Shifa, maior centro médico do enclave.

“Há apenas três leitos de terapia intensiva para pacientes renais no norte de Gaza e 20 máquinas de diálise, apesar do retorno de centenas de milhares de deslocados do sul, desde a implementação do cessar-fogo”, comentou Abu Salmiya.

“Ainda estamos perdendo diversos pacientes em terapia intensiva e bebês prematuros por conta da falta de cilindros de oxigênio”, acrescentou.

Segundo o Centro de Informações da Palestina, Abu Salmiya alertou ainda que Tel Aviv mantém obstruções e violações ao protocolo humanitário do acordo de cessar-fogo e troca de prisioneiros.

Abu Salmiya destacou a urgência para os hospitais de Gaza — destruídos em boa parte pelos 15 meses de genocídio conduzido por Israel — recebam medicamentos, insumos e equipamentos de saúde.

Segundo as informações, para além dos danos à infraestrutura de saúde, o exército da ocupação destruiu dez estações de oxigênio em Gaza, entre outubro de 2023 e janeiro de 2025, em meio aos ataques deliberados à infraestrutura civil do enclave sitiado.

Israel deixou ao menos 48 mil mortos em sua campanha de punição coletiva e limpeza étnica, além de dois milhões de desabrigados que buscam voltar ao norte no contexto do cessar-fogo.

O Estado israelense é ainda réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro de 2024.