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Reconstrução de Gaza requer mais de US$50 bi, avaliam ONU e Banco Mundial

19 de fevereiro de 2025, às 09h03

Destruição deixada por ataques israelenses em Beit Lahia, no norte de Gaza, em 18 de fevereiro de 2025 [Mahmoud Issa/Agência Anadolu]

Mais de US$50 bilhões serão precisos para reconstruir Gaza sitiada após 15 meses de genocídio israelense, confirmou nesta terça-feira (19) uma avaliação conjunta da Organização das Nações Unidas (ONU), União Europeia e Banco Mundial.

As informações são da agência de notícias Reuters.

A Análise Interino de Danos e Demandas Urgentes (IRDNA, na sigla em inglês) revelou que US$53.2 bilhões são necessários para reabilitação e reconstrução de Gaza nos próximos dez meses, com US$20 bilhões apenas no primeiro trimestre.

Gaza vive hoje um frágil cessar-fogo, após 470 dias de ataques israelenses que deixaram mais de 48 mil mortos e destruição generalizada da infraestrutura civil do enclave, incluindo casas, escolas e hospitais.

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Segundo analistas, anos de reconstrução, limpeza de explosivos e remoção de milhões de toneladas de escombros aguardam os palestinos.

O relatório alertou que o acordo de cessar-fogo implementado em janeiro, no entanto, ainda carece de termos específicos sobre a gestão do território no pós-guerra, incluindo segurança. Segundo a análise, “a velocidade, escala e escopo da recuperação depende dessas condições”.

De acordo com a IRDNA, ao menos 292 casas palestinas foram parcial ou totalmente destruídas e 95% dos hospitais estão inoperantes.

O estudo corroborou contração recorde de 83% na economia local.

Mais de metade do custo de reconstrução, ou US$29.9 bilhões, conforme a avaliação, seriam imperativos apenas para reparar prédios e infraestrutura, incluindo habitação, para além de US$15.2 bilhões para reconstrução em si.

Outros US$19.1 bilhões são necessários para suprir as perdas socioeconômicas, sobretudo os setores de saúde, educação, comércio e indústria.

As ações de Israel em Gaza constituem punição coletiva e genocídio, incluindo planos declarados de limpeza étnica para expropriação e exploração do território.

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