Sob a escolta de soldados, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, invadiu nesta sexta-feira (21) uma residência no campo de refugiados de Tulkarm, no norte da Cisjordânia ocupada, confirmou a rádio israelense Kan.
A imprensa israelense compartilhou uma foto de Netanyahu dentro da casa, junto de oficiais militares.
Segundo dados disponíveis, a última viagem pública de Netanyahu à Cisjordânia se deu em setembro de 2024, quando visitou a fronteira leste com a Jordânia.
Sua visita mais recente sucedeu em horas uma invasão à mesma casa conduzida pelo ministro da Defesa, Israel Katz.
Soldados estenderam ainda uma bandeira de Israel em uma das paredes da casa.
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Netanyahu aproveitou a visita para anunciar uma nova operação militar na Cisjordânia ocupada, em retaliação a uma suposta operação de resistência.
Na quinta-feira (20), explosões atingiram ônibus em Bat Yam e Holon, perto de Tel Aviv, causando incêndios, contudo, sem feridos. A polícia de Israel, até então, não atribuiu o suposto ataque a grupo algum.
Netanyahu se vangloriou, no entanto, de seus crimes de guerra, incluindo punição coletiva na Cisjordânia. “Estamos destruindo ruas inteiras, eliminando militantes e instrui reforços para novas operações de guerra”, declarou o premiê.
Forças israelenses mantêm uma violenta escalada colonial no norte da Cisjordânia, sobretudo em Jenin, Tulkarm e Tubas e seus campos de refugiados, no contexto do cessar-fogo em Gaza, após 430 dias de genocídio.
Mais cedo, na sexta-feira, o exército de Israel anunciou o envio de três batalhões adicionais à Cisjordânia, sob ordens de Netanyahu.
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