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ONU pede respostas e justiça após ataque que deixou 15 socorristas mortos em Gaza

1 de abril de 2025, às 14h25

Oito membros da defesa civil e do Crescente Vermelho Palestino que foram mortos no ataque do exército israelense à ambulância e ao caminhão de bombeiros que chegaram à cidade de Rafah, na Faixa de Gaza, em 17 de março para resgatar os feridos foram levados ao Hospital Nasser em Khan Yunis, Gaza, em 30 de março de 2025. [ Abdullah Fs Alattar/Agência Andolu]

O subsecretário-geral de Ajuda Humanitária da ONU, Tom Fletcher, pediu por “respostas e justiça” em relação a um ataque israelense que matou oito médicos palestinos, seis socorristas da Defesa Civil e um funcionário da ONU no sul de Gaza.

O primeiro corpo foi recuperado em 27 de março e os 14 restantes neste domingo, após uma operação complexa de escavação.

Corpos soterrados em vala comum

O chefe do Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, no Território Palestino explicou que ambulâncias da Defesa Civil e do Crescente Vermelho Palestino e um veículo da ONU, claramente identificados, foram atingidos por ataques israelenses no dia 23 de março.

Jonathan Whittall disse que “os cadáveres foram recolhidos e enterrados numa vala comum”, juntamente com os veículos destruídos.

Ele declarou que “os profissionais de saúde nunca devem ser um alvo” e lamentou ter presenciado uma “cena arrasadora”, com socorristas e paramédicos mortos usando seus uniformes, quando estavam a caminho de salvar vidas.

O Ocha participou dos esforços de recuperação em nome da ONU, coordenando o acesso com as autoridades israelenses, que identificaram a área onde os corpos estavam enterrados. A autorização para acessar o local só foi concedida cinco dias após as mortes.

LEIA: Imagens da ONU mostram corpos de socorristas sendo resgatados de valas comuns em Rafah

Publicado originalmente em ONU News